A produção industrial do Rio Grande do Norte recuou 4,5% em julho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano passado. O resultado foi o terceiro pior entre os 17 estados pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), à frente apenas do Maranhão, que registrou queda de 6,3%, e do Pará, com retração de 8,9%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) Regional, divulgada nesta quinta-feira (10). No RN, apenas dois segmentos tiveram desempenho positivo em julho: as indústrias extrativas, com alta de 1,4%, e a confecção de artigos do vestuário e acessórios, que avançou 22,3%.
Na direção oposta, a fabricação de produtos alimentícios caiu 3,9%, enquanto a fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis recuou 11,7%. Os dois segmentos completaram o sétimo mês consecutivo de queda.
No cenário nacional, a produção industrial apresentou retração de 0,5% em julho na comparação com igual período de 2025. Onze dos 18 locais pesquisados pelo IBGE registraram redução na produção
Entre janeiro e julho de 2026, o Rio Grande do Norte acumulou queda de 12,4% na produção industrial, o pior desempenho entre os estados pesquisados. O resultado foi pressionado principalmente pelo segmento de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, que recuou 23,8% no período.
As indústrias extrativas também tiveram retração de 2%, enquanto a fabricação de produtos alimentícios caiu 6,9%. A única atividade com crescimento no acumulado do ano foi a confecção de artigos do vestuário e acessórios, com avanço de 43,1%.
No acumulado de 12 meses, a indústria potiguar registra queda de 8,1%. Nesse recorte, a fabricação de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis recuou 19,6%, enquanto a produção de alimentos caiu 3,5%. Já a confecção de artigos do vestuário avançou 57,1%, e as indústrias extrativas cresceram 3%.
A PIM-PF acompanha mensalmente o desempenho da produção física das indústrias extrativas e de transformação. A próxima divulgação, referente a agosto, está prevista para 8 de outubro.
Da Redação Sala Economia com IBGE




