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Hoje, 20 de Setembro de 2026
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Mulheres no Crime: Médica é condenada a 11 anos de cadeia no Paraná

A criminosa apresentava falsos diagnósticos de câncer e solicitava cirurgias desnecessárias

Mulheres no Crime: Médica é condenada a 11 anos de cadeia no Paraná

A médica Carolina Fernandes Biscaia(foto), de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, foi condenada a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por emitir laudos falsos de câncer de pele e realizar procedimentos desnecessários em pacientes. Ela poderá recorrer em liberdade.

Carolina começou a ser investigada em março de 2024, quando pacientes suspeitaram de procedimentos cirúrgicos solicitados por ela.

  A médica foi condenada pelo crime de exercício ilegal de atividade profissional, – uma vez que se apresentava como dermatologista, mas não tinha a especialização – 21 crimes de lesão corporal e 32 crimes de estelionato.

  Ao menos 38 pessoas que se apresentaram como vítimas foram ouvidas – em alguns dos casos, a Justiça entendeu que não havia provas suficientes para a condenação. Segundo o Ministério Público, o prejuízo financeiro total causado às vítimas foi estimado em cerca de R$ 130,4 mil.

A defesa da médica afirmou que a decisão de primeiro grau reconheceu parcialmente os pedidos e disse que irá recorrer da decisão.

Em consulta no site oficial do Conselho Federal de Medicina, o registro da médica aparece em situação "regular".

CORPORATIVISMO

O  Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) foi questionado se a médica é alvo de algum processo administrativo que apura a conduta dela ou se está, de alguma forma, impedida de exercer a profissão.

Em nota, o órgão não respondeu às perguntas e afirmou que "sindicâncias e os processos ético-profissionais tramitam em sigilo processual".

"Caso seja identificada alguma irregularidade e comprovada a violação da ética profissional, as sanções podem variar de advertência à cassação do exercício profissional", afirmou o CRM-PR.

REINCIDENTE

Em março de 2024, o CRM-PR puniu a médica com a chamada "censura pública" por anunciar ter especialidades que não possui. Em maio daquele ano, uma Interdição Cautelar Total de 180 dias foi determinada pelo CRM-PR e aprovada pelo Conselho Federal de Medicina, e impedia a médica de exercer a profissão.

Em consulta ao site do conselho, não são encontradas especialidades atribuídas à Biscaia. Nas redes sociais, a médica afirmava ser dermatologista.


Da Redação Sala Estados

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