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Hoje, 20 de Setembro de 2026
Polícia

Podridão: Delegados da PF pedem afastamento de Procurador da República do PT

Segundo os Delegados o comportamento de Gonet é incompatível com a função que exerce

Podridão: Delegados da PF pedem afastamento de Procurador da República do PT

A associação que representa os delegados da Polícia Federal questionou neste sábado (5) a participação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, na investigação sobre mensagens enviadas pelo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

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A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal divulgou uma nota em que pede que o procurador-geral, Paulo Gonet, se declare impedido de atuar na investigação que apura a conduta do ministro do STF André Mendonça. Mendonça é o relator no Supremo de casos que envolvem o Banco Master.

O ministro tinha pedido à PF que apurasse informações sobre mensagens enviadas pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, e recebeu um relatório da PF em que aparecem os nomes do ministro Alexandre de Moraes e do procurador-geral, Paulo Gonet.

Na nota deste sábado (5), "a ADPF requer que o procurador-geral da República se declare impedido e se abstenha de praticar atos, seja como fiscal da lei, seja como titular do controle externo, nos procedimentos relacionados aos fatos em que é citado"; que "o procedimento instaurado seja arquivado por ser via inadequada ao questionamento de ato do STF"; e que "os fatos que vieram à tona pela operação Compliance Zero sejam apurados em toda a sua extensão, sem seletividade quanto às autoridades envolvidas".

A manifestação é uma reação à abertura, pela Procuradoria-Geral da República, de uma investigação para apurar as circunstâncias da produção de um relatório da Polícia Federal em que aparecem os nomes de Moraes e Gonet.

No despacho desta sexta-feira (4), o procurador-geral, Paulo Gonet, determinou que a PF preste esclarecimentos sobre a elaboração do documento, inclusive, segundo Gonet, sobre possível interferência externa que possa ter comprometido o seu conteúdo. Esse é um relatório de investigação usado no inquérito e feito a pedido do ministro André Mendonça.

Já o ministro Alexandre de Moraes usou um outro tipo de relatório, interno e de inteligência da PF, para pedir uma investigação contra André Mendonça. Segundo Moraes, os documentos indicariam que o colega teria direcionado investigações por motivos pessoais e políticos e cometido crimes como abuso de autoridade e quebra de imparcialidade como juiz.

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