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Hoje, 4 de Novembro de 2026
Otavio Ventureli Otavio Ventureli Editoria/Redação
Poder Judiciário

Promotoria chilena pede 22 anos de cadeia para ex-jogador do Palmeiras, Valdívia

ex=Atleta é acusado de estuprar duas mulheres em Santiago em 2024, após consumo de bebidas

Promotoria chilena pede 22 anos de cadeia para ex-jogador do Palmeiras, Valdívia
O ex-jogador de futebol, Jorge Valdivia(foto), com passagem pelo Palmeiras, enfrenta um pedido de 22 anos de prisão pela Justiça chilena, acusado de dois estupros e abusos sexuais contra duas mulheres em outubro de 2024. 

A promotoria chilena alega que as vítimas não puderam consentir, enquanto o atleta, que já cumpriu prisão preventiva e agora responde sob recolhimento domiciliar noturno, nega os crimes e sustenta que as relações foram consensuais, com base em vídeos anexados pela defesa. O caso segue em tramitação, ainda sem condenação definitiva.

O pedido de 22 anos de prisão para Jorge Valdivia, divulgado na última terça-feira (3), é um novo desdobramento de um caso iniciado em outubro de 2024. Desde as denúncias de duas mulheres, o ex-Palmeiras passou duas vezes por prisão preventiva e teve medidas cautelares alteradas após recursos a diferentes cortes chilenas.

Valdivia, por sua vez, nega ter cometido os crimes sexuais dos quais é acusado e sustenta que as relações ocorreram de forma consensual. Ainda não há condenação.
 
A primeira denúncia partiu de uma tatuadora e se refere a um encontro em 20 de outubro de 2024. Segundo o relato, a mulher perdeu a memória depois de comer e consumir bebidas alcoólicas com o ex-Palmeiras em um restaurante de Santiago. Ela só soube posteriormente que os dois se relacionaram sexualmente.

O 8º Juizado de Garantia de Santiago decretou a primeira prisão preventiva do ex-jogador, no dia 22 de outubro daquele ano. Ele permaneceu na penitenciária de Rancagua até a primeira revisão da medida.

No mesmo mês, a segunda denúncia contra o ex-jogador. A acusação dessa vez dizia respeito a um episódio anterior ao encontro com a tatuadora, entre a noite de 17 e a madrugada de 18 de outubro. Segundo a denúncia, a suposta violência sexual ocorreu após um encontro e a ida ao apartamento do ex-atleta.

Valdivia estava preso quando a segunda denúncia ocorreu. Ele só deixou a penitenciária em novembro, no dia 4, quando a Corte de Apelações de Santiago substituiu a prisão preventiva por recolhimento domiciliar noturno. Ele também ficou proibido de deixar o Chile e de se aproximar da primeira denunciante.


Da Redação Sala Policial Internacional

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