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Hoje, 20 de Setembro de 2026
Judiciário

Medo: Ministro Gilmar Mendes quer proibir Polícia Federal no Supremo

Mendes está preocupado com possíveis ações da Polícia Federal no STF

Medo: Ministro Gilmar Mendes quer proibir Polícia Federal no Supremo

Em meio à escalada da crise no Supremo Tribunal Federal (STF), com o envolvimento de Ministros da Corte em vários crimes, que estão abalando as estruturas do Poder Judiciaro de todo o País, o ministro Gilmar Mendes apresentou nesta quinta-feira (3) ao presidente da Casa, Luiz Edson Fachin, uma proposta que tem potencial para ampliar os embates e desgastes internos dentro do Supremo.

Durante uma conversa com Fachin, Gilmar defendeu que delegados da Polícia Federal sejam proibidos de atuar nos gabinetes dos ministros, como servidores cedidos. A informação foi revelada pela "Folha de S.Paulo".

Atualmente, dois delegados da PF assessoram o ministro André Mendonça, relator de casos sensíveis na Corte, como apurações do Master, fraudes no INSS e Lulinha. Alexandre de Moraes conta com outros dois e Luiz Fux tem um delegado.

A possível saída de delegados dos gabinetes foi um dos motivos do embate entre Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. Segundo interlocutores, Mendonça identificava a tentativa de retirar delegados de seu gabinete como uma busca de interferir nas investigações em andamento.

Uma das críticas à permanência de delegados no Supremo é de que eles poderiam acabar interferindo no ritmo das investigações, sendo que cabe ao ministro do Supremo fazer a supervisão dos inquéritos. 

Gilmar Mendes esteve na última terça-feira (1º) com o presidente Lula para uma conversa sobre a "crise Master" no STF, que vem atingindo também a Polícia Federal.

Segundo apurou o blog, o ministro do STF disse a Lula considerar que o governo demorou a agir para evitar que a crise entre o gabinete do ministro André Mendonça e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, se agravasse. O que acabou acontecendo.

Lula também conversou com o presidente do STF, Edson Fachin, na terça-feira. O petista conversou com os magistrados para sentir a temperatura da crise dentro do Supremo.

O presidente da República deve dar declarações, em breve, reconhecendo o clima de crise e defendendo uma reforma no Judiciário e na política. Dirá ainda que ninguém pode estar "acima da lei", sem se referir diretamente ao ministro Alexandre de Moraes.


Da Redação Sala Judiciario

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